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Cultura Pop 5 min04 de jul. de 2026

BBB: Os Fatos Mais Absurdos de 20+ Anos do Reality

O Big Brother Brasil estreou em janeiro de 2002 e, desde então, acumulou situações que vão muito além das brigas e alianças dentro da casa. São recordes mundiais, palavras inventadas por brothers, mascotes caninos e até uma Miss Brasil que perdeu o título enquanto estava confinada. Com a 25ª edição marcada para 13 de janeiro de 2025, vale revisitar o que esse programa construiu ao longo de mais de duas décadas no ar pela TV Globo.

A palavra que saiu da casa e tomou o Brasil

O termo 'paredão' é usado hoje por jornalistas, políticos e até torcidas de futebol para descrever qualquer situação de eliminação ou votação. Poucos sabem, porém, que a palavra ganhou esse sentido dentro da própria casa do BBB, na primeira edição do programa.

Adriano de Castro, o Didi, artista plástico que participou do BBB 1, usava o termo de forma recorrente para se referir ao momento de votação. A expressão pegou entre os colegas de confinamento, chegou aos apresentadores, foi para as chamadas da TV Globo e nunca mais saiu do vocabulário brasileiro.

Hoje, décadas depois, ninguém associa a palavra ao seu criador. Didi ficou pouco tempo no programa, mas deixou uma marca permanente na língua falada no país.

1,5 bilhão de votos em uma única noite

Em 2020, o BBB 20 entrou para o Guinness World Records com um número que ainda não foi superado por nenhum outro reality no mundo: 1.532.944.337 votos em um único paredão.

O paredão em questão reuniu Felipe Prior, Manu Gavassi e Mari Gonzalez. A mobilização do público nas redes sociais foi intensa a ponto de derrubar o servidor de votação do site oficial em determinados momentos. O Guinness World Records reconheceu o feito oficialmente, colocando o programa brasileiro no mesmo patamar de recordes globais de audiência e participação.

Para ter uma referência: a população do Brasil inteira, se votasse mais de sete vezes cada pessoa, ainda não chegaria a esse número.

A cachorra que foi mascote do confinamento

Na primeira edição, antes de o formato se consolidar como conhecemos hoje, os produtores realizaram uma votação para escolher um mascote que viveria junto com os participantes na casa. O público elegeu Molly, uma cachorra que passou cerca de duas semanas no confinamento.

A experiência não se repetiu com a mesma proposta, mas o programa voltou a receber animais em outras edições. No BBB 14, um cão da raça São Bernardo visitou a casa por algumas horas como parte de uma ação publicitária. No BBB 16, a cachorrinha Luna também apareceu por lá.

Nenhuma delas ficou tanto tempo quanto Molly.

Duas edições no mesmo ano

O BBB 1 estreou em janeiro de 2002 e terminou em abril. Um mês depois, em maio, o programa voltou ao ar com uma segunda edição no mesmo ano civil.

Essa sobreposição nunca mais aconteceu. O formato passou a seguir um calendário anual fixo, com uma edição por ano. Mas naquele primeiro ano, a Rede Globo testou o apetite do público com duas temporadas seguidas, e a audiência respondeu.

A apresentadora que ninguém lembra

Pedro Bial é a figura mais associada à apresentação do BBB, mas ele não estava sozinho no início. Na primeira edição, a atriz Marisa Orth dividia o comando do programa com ele.

Orth foi a primeira e única mulher a apresentar o reality show até hoje. Após a saída de Bial em 2016, Tiago Leifert assumiu o posto, seguido por Tadeu Schmidt. Em nenhum desses momentos uma apresentadora voltou ao comando.

As participantes mais jovens da história

Elane Silva entrou no BBB 3 com 18 anos. Juliana Brandão fez o mesmo no BBB 5, também com 18 anos. As duas dividem o posto de participantes mais jovens de toda a história do programa.

A campeã mais nova, porém, é Munik Nunes. Ela venceu o BBB 16 com apenas 19 anos, levando o prêmio para casa antes mesmo de completar 20.

O BBB 3 e a Miss Brasil que perdeu o título

O BBB 3 ficou marcado por um episódio que extrapolou os limites da casa. Cida Mour, que havia conquistado o título de Miss Brasil, estava confinada no programa quando veio à tona que ela era casada, condição que na época era impeditiva para o cargo.

O título foi cassado enquanto ela ainda estava dentro do reality. O confinamento impediu que ela soubesse imediatamente o que estava acontecendo do lado de fora — a ex-miss perdeu a coroa sem poder dar nenhuma declaração pública na hora.

A música que se reinventa todo ano

A abertura do BBB é cantada pela banda RPM, com a música 'Vida Real', composta por Paulo Ricardo. A faixa acompanha o programa desde o início, mas não é exatamente a mesma a cada edição.

O próprio Paulo Ricardo contou ao portal Extra que Boninho pediu uma nova versão da música, que ficou no ar de 2005 até 2012. Em 2012, o cantor quis fazer algo diferente e partiu dele a iniciativa de renovar o arranjo.

Desde então, a faixa é atualizada anualmente para se adaptar às tendências musicais do momento. A versão de 2005, segundo o próprio compositor, é a que ele considera a clássica.

25 edições e o formato que não para de mudar

A 25ª edição do BBB, com estreia marcada para 13 de janeiro de 2025, trouxe uma novidade: a entrada de participantes em duplas. A proposta lembra, de certa forma, a estrutura da primeira edição, quando Marisa Orth e Pedro Bial também dividiam o palco.

O programa que começou em 2002 com uma cachorra mascote e um artista plástico inventando palavras chegou a 2025 com um recorde no Guinness World Records e mais de duas décadas de histórias que continuam circulando nas conversas do cotidiano brasileiro.

O paredão do BBB 20, com 1.532.944.337 votos, segue sem rival no mundo dos reality shows.

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