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Cultura Pop 6 min04 de jul. de 2026

BTS: Fatos que Só os ARMYs Mais Dedicados Conhecem

Em junho de 2013, sete jovens sul-coreanos estrearam com o single 'No More Dream' por uma gravadora pequena em Seul. Ninguém na indústria apostava neles. Treze anos depois, o BTS anunciou três shows no Estádio do MorumBIS, em São Paulo, para os dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, encerrando um hiato causado pelo alistamento militar obrigatório de todos os integrantes. O que aconteceu entre esses dois momentos é uma série de histórias que os registros oficiais raramente contam.

O sétimo membro que ninguém sabia que existia

Antes do lançamento dos primeiros teasers do grupo, o público que acompanhava a BIGHIT MUSIC acreditava que o BTS seria um sexteto. A agência manteve a existência de V em segredo absoluto durante todo o período de preparação. Quando o rosto do cantor apareceu nos materiais promocionais, a surpresa foi real entre os primeiros seguidores do projeto.

A estratégia funcionou como um gatilho de curiosidade. V, cujo nome artístico representa a palavra 'vitória' em inglês, quase estreou com um nome completamente diferente. Antes da decisão final, ele chegou a considerar os pseudônimos Lex e Six. A letra única acabou prevalecendo.

RM e o método de inglês mais improvável da história do K-pop

O líder RM é fluente em inglês e conduz entrevistas internacionais sem auxílio de intérprete. Poucos sabem que esse domínio veio de uma fonte específica: a série de televisão norte-americana 'Friends'. Ele começou assistindo com legendas em coreano, depois migrou para as legendas em inglês e, por fim, acompanhou os episódios sem nenhum apoio textual.

O resultado prático apareceu em 2018, quando RM discursou na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York. O pronunciamento abordou amor-próprio e integrou a campanha global da Unicef. Um rapper sul-coreano de 23 anos falando diretamente para representantes de países do mundo inteiro, em inglês aprendido com uma sitcom dos anos 1990.

A música que nasceu no Brasil

Durante a passagem da turnê 'Wings' pelo Brasil em 2017, J-Hope compôs a faixa 'Daydream' em território brasileiro. O cantor revelou o fato posteriormente em uma transmissão ao vivo para os fãs. A composição foi criada enquanto o grupo estava em São Paulo para os shows da turnê.

Essa não foi a primeira vez que o Brasil deixou marca na trajetória do grupo. A primeira visita ao país aconteceu em 2014, apenas um ano após a estreia. O show durou 90 minutos e terminou com um hi-touch para cerca de 200 fãs.

O setlist incluiu 'Boy in Luv', 'No More Dream', 'N.O', 'We Are Bulletproof Pt.2' e 'Just One Day'.

A tatuagem que sete pessoas fizeram juntas

Todos os sete integrantes do BTS têm uma tatuagem com o número 7 no corpo. Cada membro escolheu uma parte diferente para o desenho, mas o símbolo é o mesmo. A marca representa um pacto de união entre os companheiros de grupo.

Em 2020, o grupo lançou o álbum 'MAP OF THE SOUL: 7' para marcar os sete anos de carreira com sete membros. A coincidência foi intencional.

Jin estudava atuação, não música

O cantor Jin cursava atuação na Universidade Konkuk quando foi abordado por um agente da BIGHIT MUSIC na rua. A descoberta foi casual: o jovem chamou atenção pela aparência e foi convidado para testes. Ele mudou completamente seus planos profissionais a partir desse encontro.

Hoje, Jin é conhecido entre os colegas por acordar cedo para preparar o café da manhã do grupo. O hábito vem da época em que todos moravam juntos no alojamento da agência.

Suga produzia música antes dos 14 anos

MinYoonGi, o Suga, começou a trabalhar em estúdios de sua cidade natal antes de completar 14 anos. Ele recebia pequenas quantias em troca do trabalho, dinheiro que usava para pagar refeições e transporte público. O apelido 'Suga' veio de sua posição no basquete: as primeiras sílabas do termo coreano para 'ala-armador' formaram o nome.

Os membros o chamam de 'avô' nos bastidores porque ele dorme muito e prefere descansar durante as pausas de gravação.

Jung Kook quase se chamou Justin Seagull

O membro mais jovem do grupo considerou o nome artístico Justin Seagull antes da estreia. A primeira palavra homenageava Justin Bieber, referência musical do cantor na adolescência. A segunda palavra, 'seagull', significa gaivota em inglês, animal que é um dos símbolos de Busan, cidade natal de Jung Kook.

Além da música, Jung Kook tem talento documentado para artes visuais. Ele desenha retratos realistas e pinta quadros durante as pausas das turnês.

Jimin foi o último a entrar e quase não ficou

Jimin foi o último membro a ser incorporado ao grupo. Ele treinou por pouco tempo na agência e esteve perto de ser cortado da formação final em mais de uma ocasião. Antes do BTS, ele era o aluno de maior destaque técnico no departamento de dança contemporânea da Escola de Artes de Busan.

A canção solo 'Like Crazy' colocou Jimin no topo do ranking global do Spotify — o primeiro solista sul-coreano a alcançar essa posição.

J-Hope e o medo que os programas de TV adoram explorar

J-Hope tem medo declarado de brinquedos de parques de diversões. Os programas de variedades sul-coreanos registraram suas reações em diversas ocasiões. O mesmo dançarino que comanda coreografias em estádios lotados prefere atividades em terra firme quando está fora do palco.

Foi J-Hope quem convenceu RM a defender a permanência de J-Hope no grupo antes da estreia. O cantor quase abandonou o projeto, e Jung Kook se emocionou ao pedir que o amigo ficasse.

O álbum que abriu o mercado ocidental

O disco 'WINGS', lançado em 2016, registrou a primeira entrada expressiva do BTS na Billboard 200, alcançando a posição 26 no ranking americano. Até então, artistas sul-coreanos raramente apareciam nessa parada. O feito abriu caminho para tudo que viria depois: a indicação ao Grammy em 2020 com 'Dynamite', o primeiro lugar na Billboard Hot 100 com 'Life Goes On' e a parceria com o Coldplay na faixa 'My Universe'.

Chris Martin viajou até Seul para gravar com o grupo em estúdio.

V, o fotógrafo que assina como Vante

O integrante V usa o codinome Vante para assinar suas fotografias autorais. O apelido é uma homenagem ao fotógrafo de paisagens Ante Badzim. V também toca saxofone, instrumento que aprendeu durante o período escolar, e recomenda faixas de jazz para os fãs em suas interações nas plataformas de streaming.

O cachorro de estimação de V, chamado Yeontan, apareceu em transmissões oficiais e ensaios fotográficos do grupo por anos. O animal morreu em 2024.

RM e os museus que esgotam livros

O líder RM visita museus de arte em todas as cidades que passa durante as turnês. Os livros que ele menciona publicamente costumam esgotar rapidamente nas livrarias sul-coreanas. O romance 'Demian', de Hermann Hesse, serviu de base conceitual para um dos projetos do grupo.

RM também usa recursos próprios para patrocinar a restauração de pinturas coreanas antigas. Em 2020, o grupo e a BIGHIT MUSIC doaram um milhão de dólares ao movimento Black Lives Matter. Os fãs se organizaram online e igualaram a quantia em poucas horas.

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